Selvia captou R$ 2,5M e lançou conta PJ para médicos — leia no Startups.com.br →
Geral

Simples Nacional ou Lucro Presumido: qual escolher

Simples não é sempre mais barato. Veja quando Lucro Presumido vale a pena, qual a diferença real de imposto e como escolher pro seu negócio.

Por Selvia 5 min de leitura

Simples Nacional e Lucro Presumido são os dois regimes tributários mais usados por pequenas e médias empresas no Brasil. Simples unifica 8 impostos em uma guia (DAS) com alíquotas progressivas de 4% a 33%. Lucro Presumido tem alíquotas fixas de 11% a 16% sobre o faturamento, com impostos separados. A escolha errada pode custar até 30% a mais de imposto por ano.

Qual a diferença entre Simples Nacional e Lucro Presumido?

A diferença principal é como o imposto é calculado e cobrado.

No Simples Nacional, você paga uma única guia mensal (DAS) que junta 8 tributos: IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP. A alíquota varia conforme o faturamento dos últimos 12 meses e o anexo da sua atividade. Vai de 4% (faixa 1 do Anexo I) até 33% (faixa 6 do Anexo V).

No Lucro Presumido, cada imposto é pago separado. PIS (0,65%), Cofins (3%), ISS (2% a 5%), IRPJ (15% sobre o lucro presumido) e CSLL (9% sobre o lucro presumido). Pra prestação de serviço, a alíquota efetiva costuma ficar entre 13,33% e 16,33%.

Quem pode optar pelo Simples Nacional?

Pode optar pelo Simples toda empresa com:

  • Faturamento anual de até R$ 4,8 milhões
  • Atividade permitida pela Lei Complementar 123 (a maioria das atividades comerciais e de serviço)
  • Sócios pessoas físicas (sem participação societária em outra empresa nas condições da lei)

Quem não pode optar pelo Simples:

  • Bancos, financeiras e seguradoras
  • Empresas que exercem atividade de factoring
  • Sócios estrangeiros residentes fora do Brasil
  • Empresas com débitos com a Receita Federal ou INSS
  • Sociedade por ações (S.A.)

Quem pode optar pelo Lucro Presumido?

Lucro Presumido aceita praticamente qualquer empresa com faturamento de até R$ 78 milhões por ano. As exceções principais são bancos, seguradoras e empresas de factoring (que são obrigadas ao Lucro Real).

Em termos de atividade, o Lucro Presumido é mais flexível que o Simples. Empresas que não conseguem entrar no Simples por causa da atividade muitas vezes acabam no Lucro Presumido.

Quando o Lucro Presumido fica mais barato?

Lucro Presumido tende a ser mais barato quando você tem margem alta e pouca folha de pagamento.

Cenário típico onde Lucro Presumido vence:

  • Consultor PJ que fatura R$ 30 mil/mês sozinho, sem funcionários
  • Programador freelancer com faturamento de R$ 40 mil/mês
  • Médico que atende particular e não tem folha alta

Nesses casos, o Simples Nacional joga você no Anexo V (alíquota de 15,5% a 30,5%), enquanto o Lucro Presumido fica em torno de 13,33% a 16,33%. A diferença anual pode passar de R$ 30 mil.

Cenário típico onde Simples Nacional vence:

  • Comércio com margem de 20-30% (alíquota inicial do Anexo I é 4%)
  • Indústria pequena com vários funcionários
  • Prestador de serviço que ativa o Fator R (Anexo III com 6% inicial)

O que é o Fator R do Simples Nacional?

O Fator R é uma regra que reduz a alíquota do Simples Nacional pra prestadores de serviço com folha de pagamento alta.

A regra: se a folha de pagamento dos últimos 12 meses (incluindo pró-labore do sócio) for igual ou maior que 28% do faturamento, a empresa migra do Anexo V (alíquota inicial 15,5%) pro Anexo III (alíquota inicial 6%).

Pra muitos prestadores de serviço, ativar o Fator R é a diferença entre pagar 15% e pagar 6% sobre o faturamento. Sócio que se paga R$ 5 mil/mês de pró-labore numa empresa que fatura R$ 18 mil/mês já ativa o Fator R (5/18 = 27,8%).

A Selvia mantém o cálculo do Fator R sob acompanhamento mensal pros clientes que prestam serviço. Quando o fator começa a cair, a gente avisa antes de impactar a alíquota.

Como simular qual regime é mais barato?

A simulação tem 3 inputs principais:

  1. Faturamento anual esperado
  2. Folha de pagamento total (incluindo pró-labore)
  3. Atividade principal (define o anexo do Simples e a alíquota presumida)

Com esses 3 números, dá pra calcular:

  • Imposto anual no Simples Nacional (com ou sem Fator R)
  • Imposto anual no Lucro Presumido
  • Comparação direta dos dois

A calculadora da Selvia faz essa simulação direto no WhatsApp. Você manda os números, recebe a comparação dos dois regimes e o regime recomendado.

E o Lucro Real, vale a pena?

Lucro Real só vale a pena se você tem margem de lucro baixa ou prejuízo recorrente.

No Lucro Real, você paga imposto só sobre o lucro efetivo (receita menos todas as despesas dedutíveis). Se a margem é de 10%, você paga sobre 10% do faturamento. Se você teve prejuízo, não paga IRPJ nem CSLL.

A complicação é que Lucro Real exige contabilidade mais detalhada: todo gasto precisa ter nota fiscal, todo recebimento precisa de comprovante, e a apuração é trimestral ou anual com bem mais paperwork. O custo de contabilidade é mais alto.

Pra empresa pequena com margem normal (acima de 20%), Lucro Real raramente vence Simples ou Lucro Presumido.

Como mudar de regime?

A mudança é anual e só pode ser feita em janeiro. Vale pro ano inteiro.

O caminho:

  • Faz a simulação dos dois regimes (ou três, contando Lucro Real)
  • Decide qual vai usar no próximo ano
  • Em janeiro, solicita a opção pelo regime escolhido no portal da Receita Federal
  • A partir de 1º de janeiro do mesmo ano, o novo regime vale

Importante: empresa nova pode escolher o regime no momento da abertura. Quem abre em outubro de 2026, por exemplo, já começa no regime escolhido (não precisa esperar 2027).

Conclusão

Não tem regime “melhor” universal. Tem o regime que faz mais sentido pra sua situação específica de faturamento, folha e atividade. A pior decisão é deixar no automático sem simular.

Se quiser fazer a simulação dos dois regimes pro seu caso, manda os números pra Selvia no WhatsApp. A gente devolve a comparação em horas, sem custo.

Perguntas frequentes

Posso mudar de Simples Nacional pra Lucro Presumido?

Sim. A mudança de regime tributário pode ser solicitada uma vez por ano, sempre em janeiro, valendo pro ano inteiro. Você não pode mudar no meio do ano. Por isso, vale fazer a simulação dos dois regimes antes do fim do ano pra decidir o melhor pra janeiro seguinte.

Lucro Presumido é mais caro que Simples Nacional?

Depende. Pra prestação de serviço com faturamento alto e poucos funcionários, Lucro Presumido pode ser até 30% mais barato. Pra comércio com margem baixa e funcionários, Simples Nacional costuma ser melhor. A diferença real só aparece na simulação com seus números.

Tem como pagar imposto sobre o lucro real e não sobre o faturamento?

Sim. É o regime do Lucro Real. Você paga imposto só sobre o lucro efetivo (receita menos despesas). Faz sentido pra quem tem margem baixa ou prejuízo. É obrigatório pra empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões por ano ou em setores específicos como bancos.

O Fator R é só pro Simples Nacional?

Sim. O Fator R é uma regra do Simples Nacional que reduz a alíquota de quem presta serviço e tem folha de pagamento alta. Quando a folha (incluindo o pró-labore do sócio) chega a 28% do faturamento, a empresa muda do Anexo V pro Anexo III, com alíquota bem menor. Lucro Presumido não tem Fator R.

Posso ficar no MEI e depois ir pro Lucro Presumido?

Sim, mas é incomum. O caminho mais comum é: MEI até R$ 81 mil/ano, ME no Simples até R$ 360 mil, EPP no Simples até R$ 4,8 milhões, e Lucro Presumido depois. Mas se você tem margem alta e pouca folha desde cedo, pode fazer sentido pular pro Lucro Presumido direto.

Ficou com dúvida?

Fale com a Selvia no WhatsApp

Atendimento humano, sem bot. A gente entende sua situação e recomenda o melhor caminho pra você.

Falar no WhatsApp